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Trabalhadores ocupam fábrica de óleo no município de Rancharia Segundo o presidente do sindicato que representa a categoria, os manifestantes cobram o pagamento dos salários de maio e junho

15/07/2013 às 14:37 - Atualizado em 15/07/2013 às 17:17

Trabalhadores ocupam fábrica de óleo no município de Rancharia

Segundo o presidente do sindicato que representa a categoria, os manifestantes cobram o pagamento dos salários de maio e junho

Gelson Netto
  • Trabalhadores ocuparam na manhã desta segunda-feira (15) o pátio da fábrica de óleo Agrovigna, em Rancharia, para reivindicar o pagamento de salários atrasados (Foto: Ulisses de Souza/Cedida)
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Cerca de 70 trabalhadores ocuparam na manhã desta segunda-feira (15) a fábrica de óleo Agrovigna, localizada na Vila Industrial, em Rancharia. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativistas de Rancharia e Região, Aparecido José da Silva, eles reivindicam o pagamento imediato dos salários referentes aos meses de maio e junho.

Conforme o sindicalista, os manifestantes, que adentraram o pátio da indústria por volta das 9h, pretendem permanecer no local até que recebam da empresa uma definição sobre o pagamento. “Nossa posição é ficar aqui dentro até a empresa resolver a situação”, ressaltou Silva.

No total, cerca de 100 trabalhadores são afetados pelo atraso salarial na fábrica, que esmaga caroço de algodão e amendoim para a produção de óleo bruto ou semi-refinado, conforme o sindicalista.

“As atividades da indústria estão paradas há mais de dois meses. A fábrica não estava funcionando, mas ainda há vínculo empregatício com os trabalhadores, que possuem carteira assinada. Os trabalhadores estavam em suas casas, esperando uma solução e vivendo de bicos”, explicou o presidente do sindicato.

A situação enfrentada pelos trabalhadores da Agrovigna já era alvo de preocupação no mês passado pelo comércio de Rancharia, devido ao reflexo negativo na economia da cidade.

De acordo com Silva, as condições financeiras vividas pelos funcionários "são muito delicadas". "São muitas dificuldades. São pais de famílias que estão passando por sérias dificuldades", ressaltou o sindicalista.

Outro lado

Em nota, a Agrovigna informou que tem plena consciência das necessidades que passam seus colaboradores ante o atraso no pagamento dos salários. Contudo, afirmou que a crise financeira que assola a empresa desde maio deste ano se deu em face da inadimplência de uma “grande e tradicional empresa de alimentos” que adquiriu um de seus produtos e não cumpriu o pagamento do contrato firmado.

“Diante da inadimplência noticiada por esta empresa, que afetou inúmeros outros fornecedores do mercado brasileiro, a Empresa Agrovigna interrompeu temporariamente suas atividades fabris e está buscando novos mercados para seus produtos, razão pela qual optou por deixar seus colaboradores em licença remunerada até que a situação seja normalizada”, informou o documento.

A empresa afirmou ainda que seu passivo trabalhista é de “pequena monta” e todas as reclamações trabalhistas ajuizadas até o final de 2012 estão solucionadas. Além disso, disse estar aberta ao diálogo com toda a população, comissão de trabalhadores e sindicatos.

“Contudo, repele o cunho político que alguns representantes tentam inserir nas negociações, esclarecendo mais uma vez que não está alheia às angústias e aflições dos seus colaboradores”, continua o documento assinado pela diretoria da empresa. 

Atualizada para acréscimo de informações. 



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